domingo, agosto 27, 2006

UM ROBÔ (com legenda dizendo pra quê ele serve)


por Eduardo Arruda



por Eduardo Arruda



por Eduardo Arruda



Um robô que toca mp3, limpa o chão e tira a poeira dos móveis.
por Fernanda Fonseca




por Naomi Covacs




-Po, olha que dia. Hoje vamos a praia.
-Ok, só poque ontem ficamos até 5:30 da madrugada.
por Tiago Lacerda




por Tiago Lacerda


A seguir os robôs do André Leal

Robô Destruidor

- Então é isto que você chama de robô destruidor ?
- Sim, senhor general. Este é o Kungatumba-145, a mais poderosa máquina
de guerra que o homem já viu, e nós conseguimos construí-la com pouco
mais do que a metade da verba que vocês nos deram. Está pronto para ser
ativado.
- Ele não parece ameaçador.
- A aparência singela é parte da estratégia de combate, senhor.
- Suponho que ele irá marchar sobre as tropas inimigas, esmagando tudo,
pessoas, carros, tanques, casas, positivo ?
- Não senhor, ele está equipado com câmeras de alta-definição, bom
equilíbrio e saberá marchar sobre as cidades inimigas sem destruir o
patrimônio público.
- Mas então não é um robô destruidor...
- A encomenda que recebemos pedia uma máquina de guerra para invadir e
conquitar nosso país vizinho, com o máximo de mortes e o mínimo de
destruição, senhor. Acredito que "robô destruidor" tenha sido força de
expressão, senhor.
- Positivo. Então ele irá esmagar os cidadãos nas ruas, sem raspar os
prédios, nem pisar nos carros, é isso ?
- Não senhor. Ele irá marchar nas cidades batendo estes pratos de
bateria tão alto, e num compasso tão insuportável, que as pessoas se
jogarão do alto dos prédios, desesperadas, morrendo instantaneamente
quando atingirem o solo, senhor.
- Parece bom. E quanto as pessoas que moram em casas e em andares mais
baixos ?
- Estas, provavelmente, devem se matar com um tiro no ouvido, senhor. A
zuada do Kungatumba-145 é realmente insuportável.
- Parece ótimo. Mas você se esqueceu dos deficientes auditivos e dos
jovens que pedalam por aí com um iPod a todo volume, estes estariam
imunes à nossa arma.
- Correto, é por isso que atrás do nosso robô teremos uma pajero como
aquela ali embaixo, com 4 atiradores de elite dentro, atirando com
precisão nestes indivíduos.
- É, dr. Hoelder, você fez um ótimo trabalho, parabéns !
- Obrigado, general, é uma honra ser útil ao meu país.


Fakimura

Fakimura era um adolescente nerd frustrado com as mulheres, porque naquela época elas só namoravam capitães e quater-backs do time de football da escola, da faculdade e da empresa. Quando ele conheceu bonecas-infláveis, viu que elas não tinham um bom papo, todas elas eram cabeças de vento. Então, com sua determinação nipônica, pôs-se a construir uma boneca inflável com cérebro eletrônico, ou seja, uma robô.
Por 10 anos, investiu quase toda a sua grana, e chegou a fazer duas andróides muito legais, mas que ainda não pareciam uma mulher de verdade porque ser movimentos eram muito travados, pareciam dançarinas de break.

Fakimura não podia aproveitar nenhuma delas porque uma das principais funções que ele queria era uma acompanhante nos eventos sociais finos que costumava freqüentar. Com o resto da grana que lhe sobrou, para o terceiro modelo Fakimura desenvolveu um chip totalmente novo só pra resolver o problema dos movimentos: o chip Atez558-P, que conseguia ler toda a subjetividade presente nas posturas corporais das pessoas.
Devidamente aplicado, o chip fez de sua nova andróide uma mulher sensacional, inteligente, elegante, delicada e com saúde de fibra de carbono com kevlar.

Fakimura só não conseguiu prever uma coisa: a inteligência artificial dela era tamanha que, por si só, ela decidiu que podia usar o poder de processamento deste chip para deduzir com exatidão tudo o que as pessoas pensavam, só de ver suas expressões faciais e corporais !!!

Uma vez Fakimura recebeu um convite para uma festa no country club que dizia "traje: esporte fino". Aquela era a primeira festa daquele tipo que sua mulher-andróide iria, por isso, sem referencial, ela não soube escolher muito bem a roupa, e apareceu lá cim um shortinho apertado de cachorra e um top verde normalzinho. Quando uma das mulheres comentou mentalmente que ela parecia uma vagabunda, a mulher-andróide leu sua mente e respondeu com seus lábios de lata que vagabunda era a mãe dela!




Irritada, a tal mulher pegou uma taça de champagne e...


...tascou na cara da outra!!!


Infelizmente a grana que Fakimura gastou para financiar sua terceira andóide e o tal chip especial era tão grande que lhe impossibilitou bancar uma pele a prova d´água ou de champagne. Assim que a bebida começou a escorrer por seu rosto, sua pele, sua derme, sua epiderme, sua cútis também começou a descer, foi terrível!



Hoje Fakimura ainda está casado com sua andróide de cara derretida,
porque o amor tudo salva.




Robô abridor de tampas de rosca de vidros de produtos em conserva.
por Marcio de Castro

5 Comments:

Anonymous Naomi said...

Pô Arruda, poético como sempre. sou mó fã! :D

12:05 AM  
Anonymous Eduardo Arruda said...

Robôs com crises existenciais, divagações poéticas e outras atitudes não produtivas deveriam mirar-se no exemplo de comportamento robótico de um Roberto Justus ou um Sílvio Santos.

4:11 AM  
Anonymous Naomi said...

HAHAAHAH! genial!

2:00 PM  
Blogger Pacha Urbano said...

Pô vendo tantas ilustrações me dá até vergonha de não ter conseguido mandar nada... espero que eu consiga até o fim da semana...

=""""(

1:28 AM  
Blogger elcerdo said...

leal, acho que a sua do robo destruidor, ficaria bem mais interessante sem o texto.
Ficou um cartoon interessante.

12:49 AM  

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